sexta-feira, 22 de março de 2013

14

   Drake entrou em um onibus, indo pra qualquer lugar, Desceu do onibus e entrou em um trem e desceu em um lugar desconhecido. Vento gelado e uma nevoa o acompanhavam. Entrou em hotel e disse que queria o quarto mais barato; Responderam que o quarto mais barato era o de numero 14, mas um hospede morera naquele quarto; Aceitou e subiu ao quarto, entrou e viu manchas de vinho ou sangue no carpete
   Drake não ligava pra Deus, ou qualquer fé. Foda-se que alguém morera naquele quarto, foi só mais um assassinato que iria acontecer pelo mundo. Olhou o frigobar, pegou uma garrafa de whisky, deitou na cama bebendo e acendeu um cigarro. Após beber muito ele dormiu.
   um estranho pesadelo lhe perseguia: um homem deitado na cama, e ela queimava, ele gritava e ardia mas ninguém lhe ajudava. No quarto do hotel o whisky se derramava pela cama e o cigarro caiu de seus dedos e alguns segundos depois Drake se encontrava dentro de seu pesadelo.
   Queimando e ardendo e gritando por sua vida lembrou que aquilo ja havia acontecido. Ele queimava no Inferno por tempos, e aquilo era só mais uma lembrança de sua morte.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Empregos Alternativos

  Vim escrever hoje, pela primeira vez em primeira pessoa, falando de mim, falando sobre desgostos que eu sinto. Vejo pessoas com um grande futuro pela frente, mas que assim como eu, escolheram empregos alternativos, quiseram ser musicos, fotografos, marceneiros, pintores ou escritores.
   Vejo hoje as pessoas pensando só em dinheiro, acreditando que empregos tradicionais como: advocacia, engenharia, medicina ou qualquer coisa super-valorizada pela sociedade, vão fazer deles pessoas melhores, passam a vida tão presos ao emprego, que não podem viver a vida, e nós, fotografos, pintores, escritores, autonomos, podemos não ter todo o respeito ou dinheiro, mas somos felizes com nossas vidas, conhecemos a vida, e por mais que tenhamos grandes responsabilidades, ainda temos tempo pra aproveitar as familias e amigos.
   Então vocês, amigos autonomos, fotografos, pintores, marceneiros, escritores, musicos nunca desistam de seus sonhos, sigam eles sempre, pois por mais dificeis que sejam, por mais que passem por problemas e preconceito pela sociedade, o que importa, é a satisfação pessoal.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Silent Hill

  Era Dezembro, naquele pais, naquela cidade era inverno, muitos haviam viajado fugindo do extremo frio, porém, ele não. Seu nome era Drake, tinha vinte e poucos anos, morava sozinho e não tinha animais, não havia um amor, não havia familia, todos ao seu redor estavam mortos.
   Viciado em Alcool e drogas, ganhava a vida sendo garçom de um pequeno restaurante local , sem muitas ambições, era feliz até onde conseguia, e a parte que lhe faltava, o dinheiro não podia comprar.
   Sentia maldições e Desprezo por parte das pessoas ao seu redor, ninguém o desejava felicidade e pouco a pouco ele foi se tornando frio, foi criando medo da felicidade, esquecendo de amar, o que sobrou de suas emoções, tornaram as fraquezas do mesmo. Acordou, e por outra manha estava lá, fumando maconha antes de ir ao trabalho, que era pra evitar de amar alguém e seus dias eram resumidos assim.
  Um dia veio a falecer, mas antes de morrer, lembrou-se que perdeu todas as chances de ser feliz, foram ignoradas, deitou sua cabeça no travesseiro, e chorou pois dentro dele, ja estava morto há tempos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Now look at what you're making me do



 Quimeras utopias de algo que por tempos foram perfeitos, mas que Loucuras, crises e felicidades efêmeras foram pouco a pouco destruindo devaneios bons, e transformando em uma unica tarde ruim, tarde de Segunda-feira. Um cigarro era o principal companheiro de um homem  de trinta e poucos anos, que ja sabia que sozinho estava, sem mulher ou filhos.
   Percebendo a solidão, acendeu outro cigarro e seguiu seu caminho, o Sol ja se pondo e a Lua virou sua companheira, deitou-se na rua por não ter mais casa pra voltar. Imaginara seus filhos deitados em suas camas, seu cachorro correndo pela casa, e sua ex-mulher indo deitar-se.
   Chorou ao imaginar que ninguém sentiria sua falta, que não havia ninguém a esperar por ele, acendeu seu ultimo cigarro do dia, e deitou sua cabeça no chão e dormiu após terminar de fumar.
   Enquanto ele dormia, sua familia em prantos estavam, desesperados esperando a volta do marido e pai das crianças, até o animado cachorro deitado chorando estava.

São Paulo

Nuvens cheias, das tristezas dos homens
Bares cheios, das angústias dos homens
Igrejas cheias, da fé dos homens
Transito parado, ligação perdida
coração partido e corte com navalha
na pele sofrida, pela dor do coração

ganância, dor e tristeza
dor, tristeza e angústia
rotina angustiante
trabalho ganancioso
vida dolorosa

noite chuvosa, fé perdida
um copo de whisky
um cigarro entre os dedos

rosas mortas no vaso com água
pulso sangrando e a garrafa ja vazia

São Paulo, cidade angustiante
com arranha-céus e transito parado
com bares fechados, e igrejas lotadas

Bem vindos a São Paulo

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Coffes and Cigarettes


  Era fim de tarde, e em São Paulo estava frio, então ele decidiu tomar café, pegou seu carro e foi até uma rua qualquer, em uma cafeteria vazia por causa do frio e do transito na cidade toda. Chegou em um endereço qualquer, endereço que não faço questão de contar agora, chegou, parou seu carro vermelho e simples, tirou a única coisa de valor de dentro dele, e empurrou a porta da cafeteria, conforme mandava a placa escrito: Empurre.
   Entrou e lendo as opções de cafés, pediu um copo de meio litro, com café puro e quente, entregou o valor a balconista e virou as costas após pegar seu copo, a cafeteria estava vazia, haviam 3 ou 4 pessoas espalhadas, mas então ele olhou para uma pessoa, olhou fixamente, ela tinha belos cabelos loiros e longos, algum instrumento de corda, um livro em suas mãos e um copo quase vazio com um café já morno.
   Então ele aproximou-se da bela garota e disse: É um bom livro
ela de forma assustada virou os olhos para o rapaz com uma mala nas costas e um café na mão e simplesmente disse rindo: sim! É um ótimo livro
Então ele perguntou se poderia sentar-se com ela, e ela permitiu, e começaram uma conversa sobre o belo livro, então com seu café quase acabando,  ele tira um maço de cigarros de filtro laranja e acende um, poucos segundos depois ela fala, de forma perturbadora: apague o cigarro, pessoas costumam morrer por fumarem. E ele sem responder, apaga o cigarro no cinzeiro e pede mais dois cafés
   Ela ainda meio tímida levanta os olhos, aos olhos dele e diz: costumo saber o nome das pessoas que me pagam café, completando a frase com uma risada tímida
ele percebendo seu erro responde: Me desculpe, meu nome é Oliver, e a moça para quem paguei café, tem nome?
Caroline, esse é o nome da moça pra quem você pagou café, diz rindo